Anfíbios Swing entre rãs

O BOATO
Montanha de Kaw, início da estação das chuvas. Chove sem parar. Um céu uniformemente cinza despeja massas de água sobre a floresta, embebendo a massa vegetal até o coração. Os galhos das árvores se tornam mais pesados chegando às vezes a se romperem, e o momento tão esperado chega por fim: os pântanos florestais até então ressecados, começam a renascer. A excitação está em seu ápice entre as rãs, mas não somente... Seus predadores também se preparam e as noites até então calmas, voltam a se tornar o teatro de uma atividade ardente. Esses sítios que se enchem apenas periodicamente oferecem a vantagem de não conterem peixes, o que já significa um predador a menos!  O encontro, chamado "explosive breeding" (Procriação explosiva) – ou "swing entre as rãs", de longe o termo mais empregado – terá uma duração mais curta, uma noite e um "pedaço" de noite, ou de manhã, o que permitirá também que eles se antecipem aos predadores, mas nem todos se deixarão enganar… REENCONTROS ENSURDECEDORES O fenômeno se nota primeiro pelo barulho. Os milhares de macho que cantam fazem reinar um inacreditável ruído do qual a intensidade é até mesmo nociva para o ouvido humano, e Deus sabe, se humanos, entre eles, naturalistas amadores ou herpetologistas* confirmados que se deleitam em grande número, com esse espetáculo excepcional (às vezes até demais para o bem estar das rãs), uns pelo prazer de ...

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