As migrações na Guiana Francesa Um território surpreendentemente aberto para o mundo

« Cuide dos teus irmãos para que eles se estabeleçam » Elia Kazan, América América Emigrar… Imigrar… Esse processo recobre quatro tempos: deixar para trás, atravessar o limite que qualifica o estrangeiro, depois entrar e, por fim, circular. Aventura humana de múltiplos determinantes (políticos, econômicos, familiar, ambientais), individual ou coletiva, escolhida ou forçada, ela mobiliza a ascendência e a descendência. Ela se inscreve em um quadro que ultrapassa os indivíduos no tempo e construindo geografias multipolarizadas entre país de origem, recepção e mudanças, estruturados entre eles pelo ramo de relações (comerciais, fiduciárias*, afetivas, políticas). Essas características comuns podem ser vistas em todos os grupos de imigrantes presentes na Guiana Francesa. A Região monodepartamental porte hoje as representações dos países ricos das quais resulta sua atratividade (acesso à educação, saúde, qualidade social, estabilidade política), não obstante os índices que caracterizam os países pobres (dependência, acesso desigual aos recursos, economia informal). Essa Região Ultra-Periférica (1999) estaria confrontada a uma imigração proporcional importante - 37 % da população departamental dos quais 31 % de Surinameses, 27 % de Haitianos, 25 % de Brasileiros - processo comparável aos países de PIB elevado (Europa, América do Norte). Esses movimentos participam das evoluções demográficas há três ...

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