Os vestígios esquecidos de Approuague Tesouro industrial
Novembro de 2008, ao longo do rio Courouaïe, a 30 km para baixo de Regina Nós estamos no coração da antiga casa-grande* colonial La Constance, na cidade de Régina-Kaw. Sob os galhos dos cacaueiros, um patrimônio excepcional repousa há mais de 150 anos: máquinas a vapor destinadas à fabricação do açúcar de cana. Construídas em Liverpool, elas foram transportadas de barco em 1830 ao coração das “terras alagadas” desse antigo “ bairro de Approuague ”. Contrariamente às Antilhas e Reunião, onde o cenário da produção de açúcar e rum das épocas passadas ainda está, em parte conservado, na Guiana Francesa, os vestígios dessas indústrias se resumem às ruínas invadidas pela vegetação. Um projeto de conservação e de valorização desse patrimônio está sendo estudado sobre a Approuague. Ele é dirigido pelo Ecomuseu municipal de Approuague-Kaw, em Regina. Como Approuague se tornou a principal região guianesa produtora de açúcar nas vésperas da abolição da escravatura? A HISTÓRIA DO ACÚCAR E DO APPROUAGUE Foram os judeus de origem holandesa, expulsos do Brasil em 1656, que introduziram a cana na Guiana Francesa e instalaram as primeiras usinas açucareiras próximo à Caiena. Durante o século XVIII, a produção açucareira ocupa apenas uma posição secundária nas atividades econômicas da colônia. “Como o essencial da agricultura, ela foi então praticada em terras “altas”, ou seja, não submetidas à influência das marés, em oposição às terras baixas ou” alagada......
