A corrida pelo Fosfato A história da ilha no final do século XIX

A utilização do guano* das aves marinhas como adubo para a agricultura é conhecida de longa data, sem dúvida desde os períodos pré-colombianos. Esse fertilizante que comportava todos os tipos de matérias provenientes do animal vivo, e principalmente ossadas de animais, era muito utilizado até que um geólogo inglês descobre, no início dos anos 1850, a possibilidade de utilizar também os fosfatos minerais. Essa descoberta se traduzirá imediatamente por uma verdadeira corrida industrial pelo fosfato mineral, primeiro na Europa do oeste. Essa nova indústria extrativa rapidamente atravessa o Atlântico, desde 1860 com a descoberta dos depósitos de fosfatos antilhanos. As explorações se desenvolvem rapidamente nas ilhas do Caribe com os depósitos de Anguilla, Sombrero, Redonda, Mona em Porto Rico, Aruba, Curaçao, etc.. É nesse contexto de uma dinâmica de extração mineral nova no Caribe que se iniciará a exploração dos fosfatos aluminosos da ilha do Connétable, resultantes da reação do guano* de aves submetidos à lixiviação pelas intempéries com as rochas magmáticas da ilha. Reivindicada pelos Estados Unidos através do “Guano Act”, que atribuía a esse país todas as ilhas de fosfatos não ocupadas onde quer que elas se encontrem no mundo, a ilha se tornará a sede de uma intensa atividade mineira entre os anos 1882 e 1913. Uma série de empresas americanas exportava os produtos para a Europa (França e Inglaterra) e para os USA.  O ...

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